BLOG BOM À BEÇA
 

                    CICLO CÍCLICO

 

                  Anibal Beça

 em memória de dona Clarice, minha mãe querida

                        (1919-2007

 

 

Temor ao desconhecido
é o que no signo se crava
tremor de Lâmina Aguda
nesse anagrama, palavra
inevitável, anúncio
do fim que nunca abre a trava.
É sempre renúncia à pronúncia
que nos flagra na cilada
já esperada e tão pública,

mas, que não ouso chamar

nem seu nome pronunciar.

 No entanto, estará na esquina

solerte, foice afiada.

 



Escrito por Anibal Beça às 15h19
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OFERTÓRIO

 

tomando a lição 

a voz amiga da mãe

o avô repete ao neto

 

panela de barro

temperado com carinho

o feijão da infância.

 

colher de pau

solitária na parede

onde os doces da mãe?

 

 



Escrito por Anibal Beça às 17h21
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PÍLULAS DA VIDA 

DO DOUTOR SARDOSS

     - pequeninas, adocicam,alfinetam ,

       mas sem perder a ternura jamais.

 O CONCULTURA, CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA,  SEGUINDO SUA PROGRAMAÇÃO DE OFICINAS DE EMPREENDEDORISMO , ESTARÁ ABRINDO INSCRIÇÕES PARA A OFICINA DE HAICAI COM A POETISA E COMPOSITORA ALICE RUIZ.

 

PARA INFORMAÇÕES: (92)3232-5086 E PELO E-MAIL: concultura@pmm.am.gov.br

OFICINA DE HAICAIS COM ALICE RUIZ

UOL Busca  

Alice Ruiz nasceu em Curitiba, PR, em 22 de janeiro de 1946.Começou a escrever contos com 9 anos de idade, e versos aos 16. Foi "poeta de gaveta" até os 26 anos, quando publicou, em revistas e jornais culturais, alguns poemas. Mas só lançou seu primeiro livro aos 34 anos.

Aos 22 anos casou com Paulo Leminski e pela primeira vez, mostrou a alguém o que escrevia. Surpreso, Leminski comentou que ela escrevia haikais, termo que até então Alice não conhecia. Mas encantou-se com a forma poética japonesa, passando então estudar com profundidade o haicai e seus poetas, tendo traduzido quatro livros de autores e autoras japonesas, nos anos 1980.

Teve três filhos com o poeta: Miguel Ângelo Leminski, Áurea Alice Leminski e Estrela Ruiz Leminski. Estrela também é uma grande poeta: acabou de lançar um livro, junto com o Yuuka de Alice: Cupido: Cuspido e Escarrado (ambos saíram pela Editora AMEOP, de Porto Alegre) - provando que, filha de duas feras, essa Estrela tem luz própria.

Alice publicou, até agora, 15 livros, entre poesia, traduções e uma história infantil, que você pode conhecer clicando em Bibliografia.

Compõe letras desde os 26 anos - a primeira parceria foi uma brincadeira com Leminski, que se chamou "Nóis Fumo" e só foi gravada em 2004, por Mário Gallera. A poeta tem mais de 50 músicas gravadas por parceiros e intérpretes. Está lançando, em 2005, seu primeiro CD, o Paralelas, em parceria com Alzira Espíndola, pela Duncan Discos, com as participações especialíssimas de Zélia Duncan e Arnaldo Antunes. Para conhecer essas gravações e os parceiros da poeta, dê uma olhadinha em Discografia!

Antes da publicação de seu primeiro livro, Navalhanaliga, em dezembro de 1980, já havia escrito textos feministas, no início dos anos 1970 e editado algumas revistas, além de textos publicitários e roteiros de histórias em quadrinhos. Alguns de seus primeiros poemas foram publicados somente em 1984, quando lançou Pelos Pêlos pela Brasiliense. Já ganhou vários prêmios, incluindo o Jabuti de Poesia, de 1989, pelo livro Vice Versos.

Já participou do projeto Arte Postal, pela Arte Pau Brasil; da Exposição Transcriar - Poemas em Vídeo Texto, no III Encontro de Semiótica, em 1985, SP; do Poesia em Out-Door, Arte na Rua II, SP, em 1984; Poesia em Out-Door, 100 anos da Av. Paulista, em 1991; da XVII Bienal, arte em Vídeo Texto e também integrou o júri de 8 encontros nacionais de haikai, em São Paulo.

As aulas de haikai são uma experiência única para quem já fez - Alice convence a gente que no fundo de cada um existe um poeta louco pra despertar, e descobrimos surpresos que sim, é possível!

Quer saber mais sobre Alice Ruiz? Então passeie pelas páginas do site - e depois não se esqueça de escrever pra ela, contando o que você descobriu aqui!

Carô Murgel
Historiadora



Escrito por Anibal Beça às 15h31
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Escrito por Anibal Beça às 15h29
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      Poesia para

derrubar antigo mito

                                                

                             Anibal Beça

 

 

Se for mesmo que a poesia será a linguagem do século XXI já temos o seu arauto. Isso mesmo, como nos tempos medievais: o pregoeiro, o anunciador. As cigarras cantam e as formigas agradecem: terão o alimento para todos os invernos. O verso saído do inferno queimando um novo pentecostes já chega espicaçando: O MENOS VENDIDO. Tirando de prima um sarro com os derroteiros de plantão, aqueles propagadores da falácia, que o gênero poesia não vende. Ricardo Silvestrin, poeta criativo, ousa e desafia logo na capa mandando um recado no tom que permeia todo o livro: a ironia e o humor sardônicos.

 

Custa muito
para se fazer um poeta.
Palavra por palavra,
fonema por fonema.
Às vezes passa um século
e nenhum fica pronto.
Enquanto isso,
quem paga as contas,
vai ao supermercado,
compra sapatos pras crianças?
Ler seu poema não custa nada.
Um poeta se faz com sacrifício.
É uma afronta à relação custo-benefício.

 

 Mas não pense que essa escolha seja apenas sua, personalista. Não. Há lugares para todos nessa festa. Os barrados serão chamados para (des)construir a nova fala. O falo do eu na conjugação até do falo em vós para caminhar entre a fanopéia, logopéia e melopéia. Desde os gregos, Apollinaire, Pound, mimeógrafos & que tais. Tradição, modernidade e a tal pós-modernidade aliadas às instigações filosóficas (para aqueles do ramo idealista) numa convivência harmoniosa e bem dosada. Não há excessos.



Escrito por Anibal Beça às 13h59
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No plano formal não há nenhuma preocupação com metrificação e rimas. No entanto elas se fazem presentes em muitos poemas imprimindo um ritmo gostoso de ler. Em outros casos sentimos a melodia através de aliterações e assonâncias, mas as figuras de linguagem como a metonímia e a metáfora quase não se apresentam. Talvez em face do modelo direto, ou uma prática adquirida com a espartana arte do haicai, da qual o autor se insere como haijin. Daí vermos estampado ao lado de poemas minimalistas o “longo” Samba-enredo em homenagem ao poeta japonês Matsuo Bashô, o Bananeira, que alude ao famoso haicai do sapo no lago. Veja o trecho final:

 

“Bashô, Bashô,

baixou Buda no pandeiro.

Saltou, saltou,

saltou o sapo a noite inteira.

Deixou, deixou,

em três versos um samba-enredo:

 

céu de fevereiro

quem tem samba no pé

se ilumina primeiro”

 

Irreverência e criatividade se espalham por todo o livro desse gaúcho que se socorre também de sua profissão de publicitário, acostumado a conviver com as exigências de mercado, para se debruçar em temas considerados residuais, ordinários, comuns. Tudo é matéria para sua inspiração e para construção do poema. Da bula de remédio às experiências psicanalíticas lacanianas. Da crônica diária de jornal à fala simples do povo com seu sábio adagiário. Mas, atente para um detalhe muito sutil: mesmo trabalhando com clichês, frases feitas, o poeta nos surpreende com algo novo, como um soco, um nockdown.

 

Confira: O Menos vendido, Ricardo Silvestrin, Nankin Editorial, São Paulo,, 2006, 336 p.



Escrito por Anibal Beça às 13h57
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Escrito por Anibal Beça às 13h40
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Escrito por Anibal Beça às 13h31
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PÍLULAS DA VIDA 

DO DOUTOR SARDOSS

     - pequeninas, adocicam,alfinetam ,

       mas sem perder a ternura jamais. -

 

ATRAÇÃO (IN) DISPENSÁVEL

 

*A pendenga da semana fica por conta do imbróglio  entre o empresário e colunista do Diário do Amazonas Durango Duarte versus Serafim Corrêa. Confesso que achei o esclarecimento publicado, hoje, por Durango, de uma elegância e equilíbrio invulgar.

 

*Como em política não existe nada que não se possa amenizar, conciliar e retroceder, acredito que o bom-senso e a serenidade, reconhecidos, do prefeito Serafim Corrêa se mostrem equilibrados para um ajuste sem prejuízo entre as partes.

 

 

 

*De qualquer maneira acho, e o prefeito bem o sabe, que existe uma falta de cuidado com a sua imagem e o seu marketing, sempre arranhados com bobagens, que podiam ser evitadas.

 

*Uma atração desnecessária, nefasta, na contramão de quem deseja cacarejar. Concordo. Mas que seja anunciando assuntos de maior relevância.

 

*Expresso apenas com o olhar de quem muito já viu a opinião balizando os dois lados. E antes que algum apressadinho pense que saltei do barco aviso logo: Continuo no time, vestindo a camisa (e como!) e conjugando de cor e salteado o verbo sarafar. O que me faz diferente é esse meu vezo antigo de dizer e alertar os amigos quando acho que posso ajudá-los. Em cima do muro jamás!   

 



Escrito por Anibal Beça às 18h37
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PEQUENA CRÔNICA ANUNCIADA

DE UMA (IN)CONTIDA BENGALADA

                            Anibal Beça

 

 

Sábado sombrio, de chuva escura renitente e depressiva. Dia para se ficar de molho na cama lendo jornais e revistas antigas. Nada de novo sob o sol. Uma ou outra novidade anunciada à maneira de Gabo.

 

 Com os braços cansados, olhos lacrimando, fatigados, páro a leitura para me entregar ao ócio de me embalar na rede (da WEB) com as palavras. Ah, esse ócio! A vida inteira me perseguindo como se eu fora um contumaz parceiro desse Pecado Capital atribuído aos baianos, aos nossos índios e caboclos. Bem haja, Santa Preguiça!

 

Essa pecha que, os do ramo, já acostumamos com os achaques de quem não foi tocado pelas bênçãos do Dom da criatividade, talento e carisma. Danado a incomodar quem nunca esteve sob a luz de gambiarras e ribaltas. Para estes, a resposta se dá pelo trabalho.

 

Trabalho duro, de mouro, afiando goivas e formões, aparando as lascas excessivas para a entrega da matéria macia e aveludada do poema, da prosa com sabor diferente para os olhos e ouvidos de muitos. Salve, salve leitor querido!

 

Dia desses, um burocrata menor, mas com alentada vontade de “chegar lá”, doido para tomar posse no palco do Teatro Amazonas, (aqui em nossa Província de Ajuricaba, desembargadores e governadores adoram luzes...) perguntou-me de chofre:

          

               “Anibal, quanto custa um poema?”

 

Calado e recolhido ao silêncio dos sábios, silêncio-música aprendido e apreendida ao som do satori-zen-budista no meu exercício diário de aprendiz de haijin apenas olhei-o.

 

Na gruta de muitos enigmas o poeta há de ter olhos ariscos, braços contidos, pernas avulsas para o vôo de meias-luas, inteiras com as do velho Pastinha. Salve mestre!  Salvou-se por pouco, o coitado burocrata, de minha atual terceira perna: a bengala. O que não faz a maturidade...

 

 



Escrito por Anibal Beça às 18h18
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 PÍLULAS DA VIDA

DO DOUTOR SARDOSS

     - pequeninas, adocicam, alfinetam,

       mas sem perder a ternura jamais. -

 

*Em meio à redação da croniqueta acima eis que me chega, de repente, “...não mais que de repente”  meu amigo desaparecido Christian Almeida. E chega com ventos dadivosos e novidadeiros. Enfim, seu disco solo, o primeiro, ficou pronto.

 

Chama atenção o título do CD: Para onde foi Haneman? (Assim mesmo, sem o outro H e o ene duplo) E, para os de fora, aviso: Não se trata de nenhuma homenagem ao pai da medicina homeopática. Mas, sim, do genial jovem pintor manauara Hahnemann Bacelar, desaparecido tragicamente.

Na verdade, para os íntimos, Rânima. Como assinou em alguns rascunhos, ou melhor raffs seus da última fase.

 

 

Digo logo por que do meu estranhamento: Christian é jovem e muitos poucos de sua geração  sabem de Hahnemann. Mas olhando detalhadamente para a capa decifro o motivo: Os traços são de Eli Bacelar. Mas Christian se adianta: “ Vc. sabe que sou amigo do Eli, mas a homenagem não se resume só a isso. Pelo que vi da obra de Hahnemann, as histórias que ouvi sobre ele, foram as razões que me levaram a lembrar sua memória. E isso antes de conhecer o Eli, seu irmão” .

 

No repertório de dez músicas, a maioria das letras e músicas leva a autoria de Christian. Apenas em 3: Peão rodado, Fibra de guerreiro e Como se começar, as duas primeiras de Orlando Farias (debutando como letrista) e a outra um poema meu muito bem musicado.

 

Aliás, todas as parcerias que tenho com os muitos irmãos compositores são felizes no resultado final. Todas, muito amadas por mim. Obrigado, meu mais novo parceirinho Christian Almeida. Desejo-lhe o maior sucesso. Você merece. Pela sua bondade, pelo seu bom caráter, pela sua inteligência e pelo seu talento.

 

 

O abraço musical e amigo do querido Orlando Farias

 

 

 

 

 



Escrito por Anibal Beça às 18h16
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   PÍLULAS DA VIDA

DO DOUTOR SARDOSS

     - pequeninas, adocicam, alfinetam,

       mas sem perder a ternura jamais. -

 

 
* O Conselho Municipal de Cultura (Concultura) em parceria com o ITEC está
 realizando desde ontem, (dia 18), na sede do Concultura (Rua rio Jutaí, 37
 Quadra 35) oficina para a confecção de projetos de acordo com as
 orientações da   PETROBRAS CULTURAL. As oficinas estão sendo ministradas
pelo prof. Carlos Araujo.
 *Notou-se, que a procura para as inscrições está sendo mais para possíveis candidatos resolvidos a atuar como produtor cultural do que artistas. E isso é muito bom. Afinal, o que os nossos artistas estão precisando é de agentes que cuidem de seus interesses e do marketing pessoal.

 

 

*Mas o Conselho insistirá oferecendo novas oficinas de empreendedorismo cultural para que os artistas caminhem com seus próprios pés, sem esperar somente pelas benesses governamentais. Saber confeccionar projetos observando as exigências de cada instituição patrocinadora como o MINC e o seu Mecenato.

 

*Manaus continua em ritmo crescente no setor editorial, aquecidíssimo, com várias revistas mensais de variedades já bem firmadas e, comenta-se, o surgimento de outras no segmento de turismo e de cultura ainda para este mês de janeiro.

 

*A melhor indicação artística, a pedida do final de semana, sem dúvida, é a peça de Sergio Cardoso “Mercedita dela Cruz”, com direção competentíssima de Chico Cardoso, a bela performance de Michel Guerrero no Teatro da Instalação, sábado e domingo, às 19:00 h. Vou lá conferir. Recomendo aos amigos que façam o mesmo.

 

 

              Diretor Chico Cardoso

*Perguntar é dever do cidadão. E o povo que sabe o que diz arremata: “... e não ofende”. Todos querem saber quando é que a gente do poder do “Patrimônio”, governos estadual e municipal mais a administração do Porto de Manaus vai chegar a um acordo com relação ao complexo dito da Booth Line.

É uma pena ver como está aquele belo conjunto arquitetônico. Se não cuidarem, logo logo vai ruir. E com essas chuvas... É por essas e outras que o escritor Marcio Souza e o senador Jefferson Peres têm feito denúncias através de suas colunas. Coloco-me também, junto com os dois pares acadêmicos, no rol dos indignados por força de tanto descaso e incúria com a nossa memória.

 

 



Escrito por Anibal Beça às 15h22
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TV UFAM – Ontem, zapeando pelas emissoras a cabo cheguei ao programa “Arte total” que iniciava tendo como convidado o GRUPO JACOBIANDO. Evidente que fiquei com essa programação produzida e dirigida pelo David Almeida. Primeiro para prestigiá-lo – o que se estende ao meu irmãozinho Guaraciaba Tupinambá e a competente âncora Márcia Vinagre - e, por que sei de longa data, do talento, do empenho e do cuidado dos dois band-leaders: Rosivaldo Cordeiro e Cláudio Nunes quando o assunto é música. E música boa.. Não me arrependi. A garotada que toca “choro” como gente grande, (não ficando nada a dever a grandes chorões Brasil afora), esbanjou virtuosismo e bom gosto na escolha do repertório.

 

 

 

 



Escrito por Anibal Beça às 14h37
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  • Gostei de ver Rosivaldo, preparado, discorrendo sobre a história de grandes nomes de nossa música popular. Só peço licença ao amigo para discordar do assunto Jacob Bitencourt, o do bandolim, versus Waldir Azevedo, o do cavaquinho, no que respeita a importância de cada um para o gênero choro. Ambos, geniais compositores e músicos. Não tenho fita-métrica (e nem quero ter) para medir quem é maior e melhor. Os dois freqüentam minha radiola, e estimulam beneficamente meus combalidos ouvidos. São só pequenos reparos para acrescentar mais “sabença” do assunto ao já adquirido pelo jovem amigo estudioso.
  • Não é verdade que Waldir era mais conhecido no Norte e, Jacob do Bandolim, no Sudeste. O primeiro, por inúmeras peças, sem falar da internacional Brasileirinho, era quase uma unanimidade alentada pelos ventos Cruviana e Minuano da Serra do Parima ao Arroio Chuí, respectivamente. O segundo, era imbatível nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.

Reconhecido não só por ser um fabuloso instrumentista, inspirado compositor, mas, sobretudo, por que havia quem cuidasse muito bem de seu marketing pessoal, além de sua proximidade rumorosa aliás, com a grande Elizeth Cardoso, jornalistas com programas no rádio e televisão como Flavio Cavalcanti e, seu próprio filho, jornalista e compositor Sergio Bitencourt.

 

 



Escrito por Anibal Beça às 14h33
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Uma prova disso que ficou, é o cuidado com a sua memória A sua obra editada e gravada pelos Irmãos Vitalle. Já Waldir Azevedo, funcionário público teve que se mudar para Brasília quando o Rio deixou de ser a nossa Belacap. O que foi muito bom para o choro que ganhou novos ares. Brasília, hoje, não fica atrás, em nada, ao restante do país no quesito. Com festivais, clubes, programas de televisão e excelentes instrumentistas e compositores. Essa mudança de Waldir, e o tempo é quem fala, em nada obscureceu sua obra  já reconhecida, à época, mundialmente. Claro, que muita coisa composta por lá merece ser mostrada, hoje, para o Brasil inteiro.

 

Já estou na torcida, esperando pelo CD novo  JACOB VERSUS WALDIR, .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Anibal Beça às 14h30
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